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COM INSTABILIDADE ECONOMICA PREÇOS ALTOS MERCADO IMOBILIARIO VE INDICE DE QUEDA

Com instabilidade econômica e preços altos demais, mercado imobiliário vê indícios de queda

Valores estacionados em patamar alto demais fazem compradores pensar várias vezes antes de fechar negócio


RIO — Depois de três anos de subida vertiginosa, os preços dos imóveis no Rio vivem, desde o ano passado, um momento de estabilidade, com pequenas variações acima dos índices de inflação. Com isso, o que se vê agora, especialmente na Zona Sul, são preços estacionados num patamar tão alto que muitos compradores já pensam duas, ou três, vezes antes de fechar qualquer negócio. E, se quem compra está mais criterioso, quem vende precisa estar aberto a negociações que, não raro, significam reduções. Um indicativo claro de que, em breve, os preços podem, sim, cair. Embora, no mercado imobiliário, ainda não haja uma expectativa de queda acentuada.
— Os preços subiram rápido demais e destoaram da realidade. Agora, a inflação quer voltar e os juros estão sendo reajustados para cima. Mas num patamar que não chega a causar a queda dos preços. Eles só vão realmente cair quando não houver mais compradores — analisa o economista Roberto Zentgraf, do Ibmec. — Este é um momento em que se precisa ter muita atenção, pois ninguém sabe o que vai acontecer daqui em diante.
Ou, como sustenta Leonardo Schneider, vice-presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-Rio), o mercado está, de fato, pagando para ver:
— Os compradores procuram mais e, em alguns casos, eles acabam fazendo um financiamento um pouco maior do que pretendiam. Já os vendedores, esses, geralmente, não recuam.
Reduções não costumam passar de 5%
Talvez por isso, quem está procurando imóvel já tenha se acostumado a ver os mesmos apartamentos sendo anunciados por meses a fio, sem qualquer redução no preço pedido.
— Tem muita gente procurando, tem muito imóvel à venda, mas os negócios estão realmente travados, com margem de negociação apertada. Quem compra, principalmente à vista, tenta reduções entre 15% e 20%. Mas quem vende só corta uns 4% ou 5% — conta o corretor Rodrigo Barbosa, que atua no mercado de alto padrão de Rio de Janeiro e São Paulo.
Para Rodrigo Feliciano, diretor para a Zona Sul da Brasil Brokers Ética, os corretores estão tendo trabalho extra, considerando os dois tipos de vendedores que existem no mercado — os que precisam de dinheiro e aceitam baixar os preços e os que esperam uma oportunidade para lucrar e, por isso, deixam o imóvel parado até encontrar alguém disposto a pagar o que eles querem:
— Há imóveis que estão realmente fora do valor e por isso demoram mais a vender. De maneira geral, os corretores estão precisando convencer tanto compradores quanto vendedores a ceder.
Na Zona Sul, R$ 1 milhão compra muito pouco
Para o economista Gilberto Braga, essa desaceleração no mercado ainda não aponta para a possibilidade de queda nos preços, mas apenas para ajustes naturais, que nada têm a ver com bolha.
— Fala-se em bolha desde 2008, e até aqui nada aconteceu. Nem vai. Quem tinha dinheiro e não comprou, se arrependeu porque o rendimento médio do carioca não acompanhou a inflação — destaca Braga, citando dados do IBGE, que mostram que a renda média no Rio de Janeiro passou de R$ 1.914, em maio de 2012, quando o mercado começou a se estabilizar, para R$ 1.972, em maio deste ano. — Se fosse corrigido pela inflação, o rendimento médio estaria hoje em R$ 2.086. Como, neste período, os imóveis se valorizaram acima da inflação, essas pessoas acabaram perdendo duas vezes.
Para quem ainda está em busca do imóvel perfeito, a situação anda difícil. Principalmente se o desejo for comprar na Zona Sul por menos de R$ 1 milhão. Nesses casos, é preciso paciência, para escutar frases do tipo “um milhão não é nada” (repetida à exaustão por corretores), e disposição, para bater muita perna na busca pelo apartamento dos sonhos.
A psicóloga Fernanda (que preferiu não dar seu sobrenome), procura um dois-quartos na Gávea desde o início do ano. A ideia era pagar até R$ 800 mil. Mas, como não conseguiu, já considera pagar R$ 1,1 milhão e começa a procurar também imóveis menores ou no Jardim Botânico.
— O meu contrato de aluguel vai terminar em fevereiro, e eu não quero renová-lo. Comecei a procurar com antecedência, porque sabia que seria difícil, mas me surpreendi. Só vi imóveis que precisariam de muitas obras e não tenho paciência para fazer reforma. Os que eu gosto não custam menos de R$ 1,3 milhão. Está tudo muito caro!

Karine Tavares
Publicado em: 
Atualizado: 
Matéria do O Globo.com

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